terça-feira, 15 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

Maldonado, quem diria


Festa sul-americana graças à vitória de Pastor Maldonado. Ou talvez não. Por causa de Hugo Chávez muita gente tem um pé atrás com a Venezuela. Até por causa disso, muita gente creditou ao patrocínio da estatal petroleira PDVSA a única razão de Maldonado estar na Fórmula 1. Nada disso. Estamos falando de um campeão da GP2. 

A vitória [bolivariana? hehe] não veio por acaso. Hamilton foi o pole, mas para fazer o tempo mais rápido trapaceou. Dar uma volta com menos combustível do que a regra permite não pode. Logo, Pastor foi o mais rápido. Não bastasse isso, não precisou de nenhuma estratégia militar, acidentes ou Safety Car para manter a ponta. Bastou-lhe a visível melhora da Williams e seu braço, é claro.

O lado bom da corrida para a torcida brasileira é a evidência de que a Williams está aí. Senna vinha obtendo resultados melhores que os de Maldonado e nunca é demais sonhar com um pódio ou uma vitória. No GP da Espanha ele não passou nem perto.

Senna se envolveu em dois acidentes complicados de se apontar um culpado. Primeiro Bruno resistiu ao ataque de Grosjean e os dois se tocaram. Depois, mudou o traçado na pista e Schumacher brecou muito tarde. Os dois bateram e em seguida abandonaram. Culpa dos dois. Mas é como dizia Raul Seixas “Uma vez a gente aceita, duas tem que reclamar”.

O brasileiro pode levar um puxão de orelha, mas foi por ter corrido com a faca nos dentes. Schumacher pode levar uma bronca por ter chamado Senna de idiota. Um absurdo talvez. Mas ninguém gosta de perder um trabalho de semanas em uma manobra. Poucos diriam uma palavra menos ofensiva.

Já Felipe Massa não deve terminar a temporada na Ferrari. Não há como. Alonso quase venceu, é líder do campeonato e Felipe Massa terminou em 15º. Largou no fim do grid, mas e daí? Hamilton saiu em 24º e ficou em 8º. Massa levou uma punição e teve que passar nos boxes, mas e daí? Vettel também e acabou em 6º. Felipe vem cometendo o mesmo erro de sempre. Não se arrisca nas ultrapassagens. Ficou um tempão negociando uma ultrapassagem com Paul Di Resta e agora não pode reclamar.

De resto a temporada segue interessantíssima. Cinco pilotos, de cinco equipes, venceram as cinco corridas. Sem falar nas chances da Lotus de Raikkonen e Grosjean ampliarem o feito na sexta corrida, em Mônaco. Os pneus pouco resistentes permitem mais ultrapassagens, mesmo que o excessivo número de pit stops deixe tudo mais confuso.

Estamos vendo também uma montanha-russa nas forças das equipes. Vettel, Hamilton e Button passaram bom tempo da corrida brigando apenas pela 7ª posição. E na próxima corrida podem brigar pela vitória. Não há como arriscar.

Em todo caso, não faltam bons pilotos. Soma-se os campeões Hamilton-Vettel-Button-Raikkonen-Alonso à liga de jovens talentosos Rosberg-Perez-Kobayashi-Grosjean-Maldonado (e quem sabe Senna). Massa e Webber ficam de fora. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Antes do parto

O noticiário trouxe hoje mais um episódio da minissérie "As Grávidas de Taubaté".

Depois da falsa mãe de quadrigêmeos, hoje foi a vez da devedora de pensões. A mulher foi presa na famosa cidade paulista por não pagar pensão ao ex-marido, que tem a guarda da filha de 3 anos. 

O projeto de transformar esses causos em peça de entretenimento televiso está em gestação. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Churrasco grego

O Banco Central Europeu finalmente encontrou uma solução para a interminável crise econômica que já derrubou vários governos no Velho Continente.

Acabam de confirmar a contratação dos bombeiros que tiraram uma vaca do buraco hoje em Guarulhos

Quem sabe, agora a Grécia sai do brejo. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Olé

A estatização de uma empresa de energia elétrica coloca a Bolívia ao lado de Argentina e de boa parte da Zona do Euro no processo que os especialistas vêm chamando de "bullying contínuo contra a Espanha"

Passe em casa

Os afegãos não aguentam mais as visitas surpresa de Barack Obama.

Sem avisar, com a velha desculpa do segredo de Estado, o presidente norte-americano aparece por lá para dar um oi.

Daí para frente o afegão tem que sair da sala (onde assistia a TV de bermuda e sem camiseta) e a afegã tem que correr para prender o cachorro e fazer um café para visita ilustre.

E ainda têm que ficar fazendo sala.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pegou

O sertanejo universitário está fazendo intercâmbio na Europa. Depois de Michel Teló, agora é a vez de Gusttavo Lima [e você].

Para quem achava que a música brasileira só está agradando à ralé do Velho Continente, chega a notícia de que Tchê Tchererê Tchê Tchê é sucesso na Suíça e em Luxemburgo.

Subiu o nível, hein!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Único

A tão criticada "criatividade" dos pais e mães ao dar o nome dos filhos não é um mal para a democracia.

Muito pelo contrário!

Depois de uma inegável referência à Demóstenes em ligações telefônicas grampeadas, agora apareceu um tal de Gleyb, envolvido com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

Gleyb só tem um no mundo. E olhe lá!

O desânimo de um ministro do STF


Os primeiros dias de Carlos Ayres Brito como presidente do Supremo estão sendo difíceis. 

Depois de tentar apartar Joaquim Barbosa e Cezar Peluso, agora está tentando dar uma animada no Dias Toffoli, que anda cabisbaixo em Brasília, coitado.


É que a vida de ministro do Supremo não tem sido exatamente como ele sonhara quando era estudante de direito e advogado.

Desde que assumiu uma das onze vagas do STF, Toffoli ficou de fora de votações importantes, por já ter se manifestado sobre o assunto em questão quando era Advogado-Geral da União. 

Há alguns dias, ele ficou em casa assistindo Sessão da Tarde enquanto os colegas de toga debatiam o aborto em casos de anencefalia.

Nesta quinta-feira, enquanto os ministros tratavam das cotas raciais em universidades, Dias estava em casa contando fio dental. 

Ânimo!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Consolación

Com as derrotas de Barcelona e Real Madrid, a final da Champions League será entre Guarani e Ponte Preta, no Brinco de Ouro da Princesa.

Já os dois arquirrivais voltam a disputar o Campeonato Espanhol, uma espécie de Paulistón ibérico.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Vettel está vivo

O campeonato 2012 da Fórmula-1 está ficando cada vez melhor. Se já não bastasse um início de ano de com as gratas surpresas da Mercedes e da Sauber, no Bahrein foi a fez da Lotus mostrar sua força. Isso sem contar na dupla vitoriosa do fim de semana, Vettel-Red Bull, que não contam mais com aquele vigor do ano passado, mas que já deram suas caras para o que promete ser um ótimo campeonato. 

Assim como a Sauber na China, apesar de ter carro para lutar pela vitória, a Lotus preferiu não trocar o certo pelo duvidoso e optou por garantir o segundo lugar na reta final [com direito ao terceiro posto também, com Grosjean]. É um escolha que pode se mostrar errada no futuro, já que uns potinhos serão muito valiosos na tabela do campeonato. 

Já Felipe Massa cumpriu o seu deve. Não se pode falar que foi excepcional. Fez o possível dada as limitações da Ferrari na pista do deserto. No entanto o brasileiro não arriscou ultrapassar Alonso, perdendo alguns segundos valiosos de sua corrida. Depois, quando seu colega foi para os boxes, Massa ficou com a pista livre e não aproveitou a oportunidade para tirar a vantagem. Mesmo assim, o fato de ter terminado a corrida na zona de pontuação já lhe dá um fôlego extra na equipe italiana. 

Muito barulho

Ricardo Lewandowski já tratou de deixar bem claro aos colegas de Supremo.

Com essa gritaria toda entre César Peluso e Joaquim Barbosa não há ministro que consiga se concentrar no processo do Mensalão.

E estamos conversados.

Novidades antigas

A informação de que o desenho animado Pica-Pau está brigando bico a bico com a Fórmula-1 na guerra de audiências da TV dominical surpreendeu muita gente.

Mas já havia sido antecipada pelos designers do modelo da Williams em 1998.

Ta aí o bico do carro de Jacques Villeneuve que não me deixa mentir.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O futuro do automobilismo no Brasil e o descaso no Bahrein

Em poucos dias o automobilismo, em especial o brasileiro, recebeu várias notícias ruins.

Para começar, F-Futuro ficou no passado. Era a única categoria de aprendizado em carros de Fórmula (aquele mais parecidos com carros de Fórmula-1 e Indy) e já vinha cambaleando por causa dos custos e do baixo número de competidores.

O resultado disso não é difícil imaginar. Cada vez mais segue a tendência de revelações do automobilismo nacional migrarem para as competições de Turismo (por exemplo, a Stock Car), ou simplesmente darem o passo maior que a perna para disputarem corridas na Europa sem o devido preparo.

Outra coisa empacando o esporte a motor nacional é a construção de um autódromo no Rio de Janeiro, que servirá - se sair do papel - de consolo para os órfãos de Jacarepaguá, praticamente extinto desde o Pan 2007 e que agora recebe o golpe final para as Olimpíadas.

Por fim, o automobilismo se envolveu da pior maneira com a Primavera Árabe. Não há como Bernie Ecclestone negar que sua Fórmula-1 esteja atolada até o pescoço com questões políticas. O GP de Sakhir é um trunfo da dinastia sunita daquele país para mostrar à comunidade internacional que as coisas estão bem e que as revoltas xiitas não passam de fatos isolados.

Os pilotos preferiram dizer que o esporte não tem nada a ver com política. Essa postura dá a entender que as histórias de Jesse Owens, do Santos parando guerras e a união de pessoas de diferentes cores na África do Sul por meio do rúgbi não passam de lendas urbanas. E os pilotos não tomaram essas decisões por ingenuidade.

Outros preferiram comparar a segurança barenita à do Brasil, como fez Vettel. É claro que temos vários problemas de segurança (Button foi assaltado aqui há alguns anos, por exemplo), mas não há como comparar casos que dizem respeito à polícia com aqueles que dizem respeito à ONU. Há revoltas e bombas explodindo perto de carros da Force India no Bahrein.

Nesse domingo, todos os pilotos e dirigentes da categoria entram na pista sob uma bandeira preta de boa parte do planeta.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Chifrada

Imagine uma arena de tourada onde o espectador assiste tranquilamente ao calvário do touro.

Em dado momento o touro escapa, quebra a cerca e vai em direção ao público, que não tem para onde fugir.

Ele pode atingir qualquer pessoa na plateia, inclusive esse espectador.

A sensação do personagem nessa situação é mais ou menos aquela de muitos congressistas de situação e oposição neste momento ao aprovar a CPI do Cachoeira.

domingo, 15 de abril de 2012

Finalmente Rosberg

Uma promessa do automobilismo alemão que demorou 111 corridas para brilhar. Rosberg chegou à Fórmula-1 pela porta da frente, logo na Williams, quando a fase da equipe inglesa não era tão ruim. Os resultados foram bons, mas pouco tempo depois sua habilidade foi ofuscada pelo fenômeno Vettel, e nem mesmo seus resultados na Mercedes nos dois últimos anos – superando facilmente Schumacher – eram suficientes para chamar a atenção do torcedor alemão vidrado no prodígio da Red Bull. 

Agora a coisa muda. Vencer logo na terceira corrida prova que Nico e sua Mercedes estão bem. Poderia até ter sido uma dobradinha se não fosse uma falha da equipe no pit stop do alemão mais velho. Apostar em título é precipitado, mas estamos falando de um time que sob a batuta de Ross Brawn levou o inesperado Jenson Button ao título em 2009 ainda sob o nome de Brawn GP.

O filho de Keke Rosberg não enfrentou dificuldades para vencer na China. A corrida foi divertida por causa das ultrapassagens, mas confusa por causa das diferentes estratégias de paradas. Isso porque Sauber e Mercedes resistiram mais na pista sem trocar os pneus, enquanto outras escuderias pararam três vezes. Foi bom negócio para o time alemão, mas não para os suíços, que só marcaram um ponto com Kobayashi.

Apesar da evolução em relação às últimas corridas, a Red Bull não é mais a mesma. Precisou se desdobrar na pista e na estratégia para por Webber no quarto lugar e Vettel no quinto. Podia ser pior. Poderia ser a Ferrari. Os lampejos de boas posições de Massa e Alonso nada mais eram do que umas voltas a mais com pneus duros, nada de evolução no carro. Resultado: nono para o espanhol e mais uma corrida sem pontos para Massa. 

Felipe teve um dia tão decepcionante quanto o de Raikkonen, que largou na segunda fila e andou para trás. Ficou de fora da zona de pontos e ainda viu o colega Grosjean chegar numa ótima sexta-posição: o primeiro depois de RBR, Mercedes e McLarens. 

Já Bruno Senna fez a lição de casa. Foi o sétimo e já põe 10 pontos de vantagem para o colega de Williams Pastor Maldonado. É um ótimo começo e as outras equipe estão abrindo o olho. Até a Ferrari. 

Lá do fundo do grid:
Caterham e Marussia terminaram a corrida uma volta atrás do líder Rosberg, o que é um resultado incrível. Já a Hispania deixa pra lá... Essas três equipes são as piores da categoria, e evidentemente, nenhum dos seis pilotos pontuou em 2012. O detalhe é que apenas SETE pilotos não pontuaram esse ano. O infame grupo é completado por Felipe Massa... 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Leia-se

Conselho de Ética estudando a cassação de Demóstenes. Grampo aponta envolvimento entre Cachoeira e Protógenes. Supremo decide legalizar interrupção de gravidez em casos de anencefalia.

Não foi fácil a vida do locutor durante esta semana.

Por sorte, nesses dias Ahmadinejad não fez nenhum discurso polêmico.  

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O pop não poupa ninguém

A lista de contatos de Carlinhos Cachoeira não para de crescer, segundo os jornais. Os números de telefone eram tantos que o contraventor precisou trocar a caderneta em espiral por uma lista telefônica personalizada.

A Polícia Federal começou a suspeitar dessa popularidade toda depois que Cachoeira recorreu ao sétimo ou oitavo perfil no Facebook para abrigar todos os amigos. Aí não tem como não suspeitar, né?

O lobby do empresário inverte as lógicas da democracia tupiniquim, na qual para cada grupo de milhares de eleitores há um parlamentar devidamente eleito para representá-los. A impressão é de que havia um punhado de deputados e senadores eleitos para representar Cachoeira em Brasília.

Por sinal, alguns noticiários têm minimizado as denúncias que levaram Demóstenes Torres ao inferno astral que vive neste momento. O senador agora é "acusado de usar seu mandato para defender interesses do bicheiro". Tá, isso também, mas e as denúncias de recebimento de parte do lucro com o jogo ilegal?